Qualidade de vida

O Veran apoia a campanha Setembro Amarelo

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Setembro é o mês da campanha nacional de prevenção ao suicídio. Criada em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), a campanha é de suma importância para a saúde pública do país.

O suicídio se torna um problema de saúde pública a partir do momento em que é a segunda principal causa de morte entre jovens na faixa etária de 15 a 29 anos, ficando atrás apenas dos acidentes de trânsito que são responsáveis por cerca de 11,6% de todas essas mortes. O suicídio vem logo depois, com 7,3%.

Analisando o quadro todo (todas as faixas etárias, socioeconômicas e raciais), o suicídio mata cerca de 800 mil pessoas por ano em todo o mundo. Fora isso, é estimado que o número de tentativas seja dez vezes maior que os casos em que o suicídio de fato aconteceu. Esses dados são preocupantes, é algo impossível de se ignorar.

É impossível ignorar, também, o fato de que nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Apesar disso o assunto ainda é tabu, tornando difícil a ação de órgãos como o CVV e instituições de saúde pública. A pessoa que está passando por esse tipo de processo raramente fala sobre o assunto pois não sente que tem liberdade para fazê-lo. Este assunto é tão tabu que apenas alguns países têm a prevenção ao suicídio como prioridade em sua saúde pública, e ainda menos países relatam possuir uma estratégia para combater o problema.

Para que a prevenção seja efetiva é preciso falar sobre o tema, conscientizar e alertar as pessoas sobre fatores de risco e indicadores de que a pessoa está passando por esse tipo de problema. Conhecer os métodos de suicídio mais utilizados é extremamente importante para elaborar estratégias de prevenção, restringindo o acesso aos meios de suicídio.

É importante entender que nem todo distúrbio suicida está diretamente relacionado a problemas mentais. Muitos deles, na verdade, ocorrem de forma impulsiva em momentos de crise. Problemas financeiros, términos de relacionamento, doenças, violência e abusos são fatores fortemente associados a casos de suicídio. As taxas de suicídio também são alarmantes em grupos que sofrem discriminação e preconceito, como refugiados, indígenas e pessoas LGBTI.

Porém, o fator de risco mais preocupante é a tentativa prévia de tirar a própria vida. Se o indivíduo já teve experiências suicidas, é bem provável que ele vá tentar novamente em algum momento, por isso é extremamente importante prestar atenção aos sinais de que essas pessoas precisam de ajuda.

Isolamento, mudanças drásticas nos hábitos, perda de interesse, descuido com a aparência e a piora no desempenho em tarefas diárias são indicadores de que a pessoa está passando por momentos complicados. É importante se atentar a frases como “não tem saída”, “sumir seria melhor para todos” ou “preferia estar morto”, pois elas podem indicar a necessidade de ajuda.

Portanto, neste setembro, divulgue e alerte as pessoas sobre a causa. Atos simples como usar roupas da cor amarela ou um laço no peito já chamam a atenção e criam espaço para diálogo. Não se esqueça de que, por mais que a campanha aconteça em setembro, o assunto é relevante durante todo o ano e conscientizar as pessoas sobre ele é um dever de todo cidadão que se importa com o próximo.

Vamos todos lutar por essa causa e quebrar o tabu. Esse é o primeiro passo para amenizar o problema e ajudar as pessoas que mais precisam.

E se você que está lendo precisa de ajuda ou suspeita que alguma pessoa próxima esteja precisando, não deixe de contatar o CVV. A organização atende gratuitamente todos aqueles que querem e precisam conversar. Total sigilo é garantido e o atendimento por telefone é pelo número 188, canal aberto durante 24 horas por dia.

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