Qualidade de vida

Bebida alcoólica: aprenda a identificar quando passou do ponto

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O consumo de bebida alcoólica faz parte da sociedade, está presente em comemorações, festas, reuniões, ritos de passagens e até em celebrações religiosas. No nosso dia a dia, identificamos os consumidores de bebidas divididos basicamente em dois grupos, os que bebem socialmente e os que consomem em excesso.

Pensando em conscientizar o brasileiro sobre os malefícios causados pelo consumo excessivo de álcool, o Governo Federal instituiu o dia 18 de fevereiro, como o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a dependência em drogas lícitas, aquelas vendidas legalmente, como álcool e cigarro é uma doença. O uso exagerado é considerado um problema de saúde pública, preocupando nações do mundo inteiro, já que seu uso demasiado afeta valores culturais, sociais, econômicos e políticos.

O alcoolismo é uma doença crônica, que afeta não apenas o corpo, mas tem forte influência em aspectos comportamentais e socioeconômicos. A dependência pode ser ocasionada pela predisposição genética ou por fatores emocionais, como, ansiedade, angústia, insegurança e o acesso facilitado à bebida.

Segundo o Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, o consumo abusivo de álcool ao longo dos anos pode lesionar o fígado, causando inflamação crônica e fibrose, o que pode levar a cirrose e até a necessidade de transplante do órgão.

Consumo recomendado

Segundo o Ministério da Saúde, considera-se que o consumo aceitável de bebidas alcoólicas não ultrapasse 20 gramas diárias para mulheres e idosos e 30 gramas diárias para homens.  A medida equivale a uma taça de vinho de 150ml, com teor alcoólico de 12%, uma lata de cerveja de 350ml, com teor alcoólico de 5% ou 45ml de uísque, uma dose com teor alcoólico de 40%.

Com esse padrão de consumo de álcool as chances de dependência ou problemas que ocasionem danos para órgãos, como fígado, coração, pâncreas e cérebro, são reduzidas drasticamente.

Para isso, observe se você não virou refém da bebida, sentindo necessidade do consumo diário, ou se para realizar alguma atividade específica, usa a bebida como desculpa. Neste caso, acenda a lâmpada amarela e observe seu comportamento em relação a bebida alcoólica.

Passou do ponto e agora?

A OMS (Organização Mundial da Saúde) criou um padrão para identificar quando o beber passa do limite considerado normal e o indivíduo começa apresentar sintomas de dependência.

  • Consumo de mais de 7 drinks por semana para mulheres ou mais de 14 drinks por semana para homens.
  • Pelo menos 1 vez por semana, consumo de mais de 3 drinks em um único dia para mulheres ou mais de 4 drinks em um único dia para homens.
  • 1 episódio de embriaguez por semana.
  • Consumo de mais de 20 dias seguidos de bebidas alcoólicas em qualquer quantidade.

Dependentes do álcool costumam apresentar um padrão regular, como:

  • Tolerância, o que significa que precisa de quantidades cada vez maiores de álcool para obter efeitos de embriaguez;
  • Sintomas de abstinência, passa a sentir sintomas desconfortáveis quando se tenta parar de beber;
  • Perda de controle sobre a quantidade de álcool consumida, bebe-se mais do que previa ou queria;
  • Desejo contínuo de cortar ou reduzir o consumo de álcool;
  • Passar uma quantidade crescente do dia pensando, comprando, consumindo ou se recuperando do álcool;
  • Negligenciar tarefas sociais, profissionais ou recreativas;
  • Continuar a beber, apesar de já reconhecer ter problemas físicos e psicológicos advindos do álcool;
  • Consumo repetitivo de álcool, mesmo quando é perigoso fazê-lo, tal como antes de dirigir.

Se você conhece alguém ou se identificou, procure ajuda profissional da saúde especializado para obter orientações mais adequadas, como o Alcoólicos Anônimos, que tem atendimento gratuito e sigiloso presencial e online no site www.aaonline.com.br.

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