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Cachaça – um produto 100% brasileiro

cachaca

Branquinha, caninha, água que passarinho não bebe, pinga, aguardente e cachaça são alguns dos nomes que a bebida de caldo de cana, fermentada e destilada recebe ao redor do nosso país.

Há registros históricos que relatam que a produção da bebida se iniciou ainda no século XVI, com os escravos. Conhecida em todos os cantos do Brasil e apreciada até em outros países, a cachaça ganhou um dia para ser comemorada e brindada, 13 de setembro. A data surgiu para homenagear a Revolta da Cachaça, que aconteceu em 1659, quando a coroa portuguesa proibiu a produção de cachaça no Brasil e ordenou a destruição dos alambiques. A rebelião levantada pelos senhores de engenho do Rio de Janeiro acabou em 13 de setembro de 1661, com a derrota dos rebeldes e a liberação da cachaça.

Embora a bebida venha de origem simples, com 99% da produção garantida por micro e pequenos produtores, inclusive em alambiques artesanais, os 40 mil produtores de cachaça, com suas mais de 4 mil marcas, geram direta e indiretamente mais de 600 mil empregos, conforme dados do Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça).  Pensando na exportação e nos mais de 11 milhões de litros que vão para países como Alemanha, Estados Unidos, Portugal e França, os produtores inovam em sabor, teor alcóolico e até embalagens, como a produção da Velho Barreiro Diamond, uma garrafa de cristal cravejada com 211 pedras preciosas, ouro e prata, em que cada uma das 60 unidades produzidas não saiu por menos de R$212 mil, enquanto a tradicional Velho Barreiro, que você encontra em nossas prateleiras, custa menos de R$9.

Segundo o Ibrac, cada produtor, seja uma fábrica ou um alambique, tem um jeito próprio de fazer sua cachaça, dando ao produto fragrância e até sabores diferentes, porém, o processo de fabricação sempre respeita os mesmos passos, com matéria-prima, (é aqui que a cachaça recebe suas características, conforme a qualidade da cana), fermentação, destilação e armazenamento.

Cinco séculos depois da sua criação, a caninha, só perde em consumo no país para a cerveja e hoje é considerada um patrimônio cultural brasileiro, sendo a 3º bebida mais pedida no mundo todo. Um brinde à nossa cachaça, produto 100% brasileiro!

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