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O valor do tempo – Quarentena aproxima pais e filhos

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O período de quarentena e isolamento social mudou a forma como nos relacionamos com as pessoas e em família. Com as aulas e trabalhos remotos, pais e filhos passaram a ficar muito mais tempo juntos, descobrindo novas afinidades e o valor do tempo.

Neste dia 12 de outubro, Dia das Crianças, conversamos com duas famílias que dividiram conosco suas experiências deste período.

Daniella Gaiotti é mãe do Roger, de 10 anos, com a rotina corrida de trabalho e a escola em tempo integral do filho, foi na pandemia que eles aproveitaram o tempo para ficar juntos. “Na quarentena descobri que meu filho sentia que no dia a dia nós não vivíamos como família. Eu nem imaginava que ele tinha essa visão, foi em um comentário inocente que ele me disse que estava adorando a quarentena porque nós podíamos comer, assistir filme juntinhos e brincar como uma família feliz! Foi muito emocionante ouvi-lo dizer isso, pois me fez entender que o que vale mais para as crianças é realmente o tempo que damos e elas e não o esforço em ter dinheiro para presentes materiais”.

A rotina de trabalho e estudos precisou ser adaptada e Daniella foi pesquisar métodos para ajudar o filho a estudar, fazendo do que seria uma dificuldade, um momento prazeroso, “além do tempo que passamos a ter juntos, descobri o valor de fazer as refeições em família. O Roger sempre diz que agora comemos muitas comidas gostosas, porém o especial mesmo é a descoberta de novas receitas, colocá-las em prática juntos e ter este momento para nós. O isolamento me mostrou que eu precisava melhorar a convivência em família e talvez essa seja uma das grandes lições que o Covid19 acabou nos trazendo”, conta Daniella.

Quem também passou a ver a vida em família com novos olhos, foi Mayra de Sousa, mãe da Gabriela, 17 anos, Giovani, 13 anos, e Gisele, 1 ano e 6 meses. “O isolamento mostrou que nem sempre sou a super mãe que eu achava ser, me dando a oportunidade de corrigir os pontos falhos”.

Ficar em casa juntos fez a família de Mayra, assim como a de muitas pessoas, ter momentos de reflexão, conversas e até brigas, mostrando como as coisas mais simples são as que mais valem a pena.

“Começamos a valorizar todos os momentos, até os que antes achávamos que eram bobos, aqueles chamados “passeios de índio”. Compramos uma bola de basquete, fizemos trilhas pelas proximidades e nos jogamos na cozinha para aprender novas receitas. Porém, o mais importante foi entender o valor do tempo, de que nunca devemos deixar nada para o amanhã, a importância do falar um “eu te amo”, dos abraços e de desfrutar da companhia dos filhos, as pessoas que eu mais ano, porque a vida é muito curta para não aproveitarmos sendo felizes!”, revela Mayra.

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